Tempo de Jogo:
2794 minutos
“Após 12 anos a franquia volta superando o combate monótono de seus antecessores, apresentando mecânicas diferentes, mas com uma campanha fraca e um mapa global confuso.”
No ano de 2014 tivemos algumas gratas surpresas no quesito de novos jogos e uma delas foi o lançamento do Age of Wonders III, um game da Triumph Studios que estava sumido há 12 anos. A série Age of Wonders é no estilo de estratégia baseada em turnos repleta de fantasia e estratégia minuciosas para transpor os adversários.
O game possui três modos de jogo, o campanha por raça, onde haverá diversas missões, o modo sandbox que é gerado um cenário randômico e a escolha de raça é livre e os modos de jogo configurado pelo jogador, além do modo mapas onde escolhemos um mapa e jogamos com todas as configurações pré-definidas. Ao todo o game possui 8 raças e mais algumas por DLC. Além de escolher uma raça devemos personalizar um herói que irá subir de nível e adquirir novas habilidades conforme os cenários são superados.
Como todo bom jogo de estratégia você deve administrar sua raça, construir edificações e fabricar unidade para compor seu exército, o game mistura um pouco da famosa série Civilization com a série Heroes of Might and Magic da Ubisoft, mas não perde o seu potencial que são os combates. Durante o jogo global é possível capturar edifícios dos inimigos ou de exércitos independentes que não podem ser derrotados e em algumas horas tornam o jogo mais demorada e mais difícil. O mapa global é dividido em superfície, subsolo e abaixo do subsolo onde cada nível é possível encontrar criaturas diversificadas. Cada cidade principal possui uma zona de controle onde o que se localiza na zona gera recursos para o desenvolvimento da cidade.
As unidades de exército diferem de uma raça para a outra, mas possui os mesmos atributos, ou seja, independente da raça que você escolher o modo do jogo não irá deferir, apenas nas magias e habilidades do seu herói. O mapa global ao inicio do jogo é bem limpo, porém ao decorrer começa a se tornar confuso e embolado, principalmente quando um herói possui a habilidade de modificar o terreno.
O ponto forte do Age of Wonders III é o seu combate, ao guerrear o jogo mudo para a câmera tática e sua magia acontece, o combate possui diversos pontos interessantes, o tipo de terreno pode bonificar alguma raça (exemplo a raça Frostlings que são nativos de terras geladas, ou seja, na neve terão bonificação), o combate requer muita estratégia, saber utilizar as habilidades presentes nas suas unidades, avaliar o melhor caminho a ser feito e pensar no melhor posicionamento da sua tropa. Um fato interessante é que maior quantidade não significa vitória e sim os atributos que seu exército possui, cada exército possui 6 unidades e o número de exércitos é livre. Cada combate recompensa o jogador com condecorações, itens e ouro, as condecorações são para as unidades e estão dividias em nenhuma, bronze, prata e ouro, sendo que a ouro aumenta todos os status da unidade.
Com uma experiência focada no combate e pouca inovação no manuseio do mapa global, Age of Wonders se torna um bom game de estratégia com partidas gratificantes mesmo se jogarmos online ou off-line. Com diversos mapas e suporte a oficina da Steam o game conquista uma vida útil maior e abre espaço para os gamers estrategistas de plantão.
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