Tempo de Jogo:
10070 minutos
[h1][i]– Oi, é o Sam de novo! Tem alguém aí?[/i][/h1]
[h3][i]– Meu nome também é Sam![/i][/h3]
Desde que [b]DEATH STRANDING 2: ON THE BEACH[/b] foi lançado como exclusivo do Playstation 5 no ano passado, fiquei na expectativa de seu lançamento para PC. Joguei o primeiro jogo aqui na Steam há três anos e estava bem curioso em ver como o Kojima iria continuar com essa história.
Eis que, após mais de 160 horas jogando durante dois meses e meio, acabei de terminar Death Stranding 2. E meio que estou sem palavras para sintetizar em uma análise toda a minha experiência. Hideo Kojima realmente tem uma mente criativa bem peculiar, que eu acho que ninguém na indústria do jogos AAA tem. O Kojima não tem medo de arriscar: ele traz para os AAA a coragem que atualmente só encontramos nos jogos indies.
[b]DEATH STRANDING 2: ON THE BEACH[/b] é uma sequência direta que acontece 11 meses após o final do primeiro jogo. Você retoma novamente o controle do Sam, que agora vive isolado em seu abrigo com Lou, escondido de tudo e todos, tentando levar uma vida normal, até que uma velha conhecida o reencontra para lhe pedir um favor...
[h2][i]“Você trouxe mais do que uma conexão com o mundo. Você trouxe esperança.”[/i][/h2]
Não tenho como elaborar sobre a história e trama desse jogo sem spoilers, mas posso fazer uma análise dela no geral. Em boa parte a estrutura narrativa chega a ser muito semelhante ao do primeiro jogo, só que diferente. Você recebe uma nova missão de conectar novas instalações à Rede Quiral. Apesar disso, as partes inéditas são bem interessantes, e em alguns momentos chegam a ser tensas e traumáticas pra dizer o mínimo. A trama evolui bem, no melhor estilo “Kojima”, com uma lore densa e complexa, assim como no primeiro jogo. Em certo ponto, quando você acha que só vai jogar uma espécie de Déjà vu do primeiro jogo, as reviravoltas começam. Com novos (e velhos) personagens em situações completamente inéditas.
O terceiro ato da trama engata sem você perceber. Reviravolta levando a novos mistérios para novas reviravoltas futuras. Seu desfecho é fenomenal: sim, é outra sequência longa como no primeiro jogo, com um enorme [i]plot-twist[/i] do padrão do [i]M. Night Shyamalan[/i] das antigas. Conseguiu me comover, algo que nem o primeiro jogo tinha feito. Aliás, teria sido bem [i]simbólico[/i] ter o M. Night Shyamalan como um dos preppers nessa continuação, já que convidaram o George Miller.
Embora a história pareça em um primeiro momento repetida e até um pouco sem criatividade, só confia e jogue até o final.
1000 curtidas para a história. 👍🏻
[h2][i]“Você veio nessa expedição para achar força pra seguir em frente. E você achou.”[/i][/h2]
O que este jogo tem mais em comum com o primeiro é a jogabilidade. Ela é a mesma, e em determinado momento será tão literalmente igual que até não fará sentido. Será como jogar o primeiro Death Stranding, só que com um monte de melhorias e upgrades bem-vindos que eu não vou mencionar para não estragar a experiência. Posso adiantar que algumas delas vão deixar o jogo mais fácil que o primeiro.
O clássico “modo online passivo” está de volta, e continua divertido como sempre, mas nele jaz a minha única crítica: nesse jogo está bem caótico. A partir de determinado ponto um monte de estruturas vão surgir em locais inadequados, como veículos surgindo na sua frente repentinamente e bloqueando a sua passagem. Mesmo você excluindo estruturas e veículos de outros jogadores elas reaparecem novamente. Outra coisa que me incomodou são as pontes que surgem em locais sem sentido (em um terreno plano, por exemplo) e me faz pensar se esse modo é realmente online, se há algo “procedural” ou se há jogadores que possuem um jeito muito “peculiar” de jogar. Não lembro de ter passado por esses perrengues com o modo online no primeiro jogo.
Mais 900 curtidas para a jogabilidade. 👍🏻
[h2][i]“Olha essa geometria! Como é que isso aqui é jogável? Pelo amor de deus cara! Kojima, o que você fez?”[/i][/h2]
Até o momento em que escrevo esta análise (Junho de 2026), Death Stranding 2 com certeza é o jogo com os gráficos mais fotorrealistas já desenvolvido. Graças ao meu hardware, pude jogá-lo com tudo no máximo e mesmo em 1080p – resolução máxima do meu monitor – eu finalmente senti na pele a reação do BRKsEDU. Acredite, não adianta assistir no YouTube, nunca vai ser a mesma coisa. Você precisa renderizar o jogo na sua tela e controlar o personagem para sentir e compreender o quão realistas os gráficos são.
Os cenários desse jogo são absurdos. É chocante a densidade de detalhes que esse jogo consegue entregar sem você flagrar aquele “padrão de repetição” nas texturas e, se isso existir nesse jogo, ele é muito bem disfarçado.
E isso não se aplica apenas aos cenários e a ambientação, mas também às renderizações dos personagens, objetos e das cutscenes. O trailer não enganou: o nível de detalhes entregue nas cutscenes é de tirar o fôlego, o quão realístico são os personagens, suas expressões, interações e movimentos, sem nenhum grau de “vale da estranheza”. O mais perto disso que eu já tinha experimentado foi com [i]Horizon Forbidden West[/i] e ainda assim é um segundo colocado distante. À curto prazo, só o GTA VI vai superar isso.
Mais 1000 curtidas para os gráficos. 👍🏻
[h2][i]“Topa uma última dança em cima dos ossinhos deles?”[/i][/h2]
Embora muitas músicas e efeitos sonoros do primeiro jogo sejam reaproveitados, o jogo brilha tanto com suas canções licenciadas quanto com sua trilha sonora original. E aqui temos um [i]plus[/i] formidável: [i]Heavy Metal[/i]. Vou ser bem cuidadoso com as palavras aqui, mas a batalha final vai ter uma sequência que, embora seja scriptada, em 15 minutos consegue colocar [i]Senua's Saga: Hellblade II[/i] inteiro no chinelo e que deixaria [i]Eddie Van Halen[/i] com inveja e orgulho se ele estivesse vivo.
Mais 1000 curtidas para os trilha sonora. 👍🏻
[h2][i]RESULTADO: 🇸[/i][/h2]
[b]DEATH STRANDING 2: ON THE BEACH[/b], apesar de parecer uma repetição do primeiro jogo, suas partes inéditas compensam em muito, e o Kojima consegue amarrar a história de uma maneira surpreendente e imprevisível. Nunca pensei que diria isso sobre um jogo, mas este conseguiu fazer valer a pena para mim o seu preço salgado de 400 reais. Se você gostou do primeiro jogo, pode comprar sem medo se tiver dinheiro, ou aguarde uma promoção. Não irá se arrepender.
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