Tempo de Jogo:
3364 minutos
Durante toda a minha vida, sempre gostei da temática de apocalipse zumbi, e com a franquia Resident Evil não é diferente. Ela é, literalmente, a franquia que eu mais amo e pela qual tenho mais paixão. Com a chegada dos 30 anos da série, vim aqui falar sobre o tão aclamado "presente" da Capcom para todos esses anos de história: Resident Evil Requiem.
Quando a Capcom anunciou o jogo na Summer Game Fest de 2025, minha criança interior chorava e comemorava pela chegada desse título. Eu acompanhava teorias, jogava outros jogos da franquia e até lia documentários e curiosidades sobre a série. Infelizmente, quando o jogo foi lançado, só pude acompanhá-lo pelo YouTube, afinal, pagar R$300,00 em um único jogo significaria apertar bastante o orçamento.
No dia 4 de junho de 2026, a Capcom fez sua primeira promoção do game, reduzindo seu preço para R$240,00. Com lágrimas nos olhos, comprei o jogo porque já não aguentava mais esperar. Acabou sendo, de longe, o jogo mais caro que já comprei em toda a minha vida. E, depois de zerá-lo e platiná-lo, meu veredito é simples: uma masturbação precoce.
Tudo o que já havia sido implementado nos jogos anteriores foi colocado aqui em dobro. A câmera em primeira pessoa, o sistema de inventário, o survival horror e até inspirações de chefes marcantes da franquia estão presentes. Porém, depois de mais de 45 horas de jogo, venho com um aperto no peito dizer que Resident Evil Requiem é apenas o básico do básico para mim. Ele entrega tudo o que promete, mas apenas isso.
Resident Evil Requiem é um baita jogo. A gameplay com Grace é tão boa que faz você reviver o survival horror raiz dos primórdios da franquia. Sendo sincero, eu adoraria ver a Capcom utilizando a personagem em projetos futuros. Já em relação ao Leon, ele continua sendo o mesmo protagonista carismático de sempre, com uma jogabilidade extremamente fluida e prazerosa.
O curioso é que o jogo parece tão perfeito durante a primeira campanha que você praticamente não encontra defeitos. Porém, a partir da segunda jogatina, os problemas começam a aparecer. Em termos de gameplay, é um dos jogos mais prazerosos da franquia. A ambientação é tão caprichada que você realmente se sente na pele dos protagonistas. Entretanto, existem dois fatores que acabam prejudicando um pouco a experiência: os inimigos e a dificuldade.
Na minha primeira campanha, joguei Resident Evil Requiem na maior dificuldade disponível, limitando ao máximo os recursos. Mesmo assim, não encontrei grandes desafios durante toda a jornada. O jogo é tão acessível que até quem nunca teve contato com a franquia provavelmente conseguirá terminá-lo sem grandes problemas. Por outro lado, quando falamos da dificuldade "Insano", a situação muda completamente. O modo faz jus ao nome de uma maneira exagerada. Em alguns momentos, achei a experiência tão injusta que precisei recorrer à munição infinita para continuar jogando. Ainda assim, não considero isso algo necessariamente ruim, pois sempre gostei dos modos hardcore da franquia.
Outro ponto que me deixou com um pé atrás foram os inimigos especiais. Muitos deles parecem apenas versões recicladas de ameaças que já vimos em jogos anteriores. Hunk, Mr. X, Nemesis, Laker, Wesker e Chuck não são personagens ruins, mas acabam sendo extremamente sem sal. Não me entendam mal: durante a primeira campanha, eles geram tensão e ansiedade. Porém, depois que você os enfrenta algumas vezes, percebe que eles não entregam tanto quanto aparentam e, em muitos casos, são até fáceis demais.
A Capcom acertou em cheio com Resident Evil Requiem, mas o jogo não faz nada além do básico. Na minha opinião, vale mais a pena esperar uma promoção melhor antes de comprá-lo. Eu mesmo me vejo voltando mais vezes para Resident Evil 7 ou até mesmo para os remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 4.Dito isso, minha nota final é:
7,5/10.
👍 : 1 |
😃 : 0